Mês: Agosto 2024
Air France-KLM conclui compra de 19,9% da escandinava SAS
O negócio, aprovado pelos reguladores europeus e norte-americanos, prevê ainda acordos para "codeshare". Aquisição vai reforçar presença nos países nórdicos da Air France-KLM, que também está interessada na TAP.
A Air France-KLM anunciou que concluiu a compra da participação minoritária de 19,9% da companhia aérea escandinava SAS, depois de receber a aprovação dos reguladores na Europa e nos Estados Unidos.
O negócio, que supera os 1,1 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros), foi feito em conjunto com um consórcio de investidores que inclui a empresa de "private equity" Castlelake LP.
O grupo franco-neerlandês, que também já manifestou estar interessado na TAP, vai invistir até 144,5 milhões de dólares na companhia que se encontrava num processo de reestruturação, mas o acordo prevê a opção de assumir o controlo nos próximos anos, consoante o cumprimento de determinadas condições.
O fundo norte-americano Castlelake ficará com 32% da companhia aérea estatal escandinava e o estado dinamarquês terá uma quota que rondará os 26%, ao abrigo da lei de insolvência do país. O "family office" dinamarquês Lind Invest irá ficar com 8,6%. Já os restantes credores da empresa receberão as ações remanescentes. A transportadora que concluiu com êxito a sua recuperação nos Estados Unidos e na Suécia, dois anos depois de ter iniciado o processo de falência irá, no âmbito destas mudanças, sair de bolsa.
Paralelamente, segundo o mesmo comunicado divulgado esta quarta-feira pela Air France-KLM, foram assinados acordos de cooperação, incluindo voos sistema de "codeshare'" - quando uma companhia aérea transporta passageiros cujos bilhetes tenham sido emitidos por outra empresa.
Este negócio, que se realizará no âmbito de uma subscrição pública, vai reforçar a presença da Air France nos países nórdicos, como sublinhou o CEO do grupo. "Estamos satisfeitos por ter concluído esta transação estratégica. A SAS aumentará a presença do Grupo nos mercados escandinavos", reforçou Benjamin Smith no mesmo documento.
Além disso, sublinha que os passageiros "da SAS, Air France e KLM terão agora um maior número de destinos através de "codeshare". A Skyteam ganhará imediatamente um novo membro estratégico", acrescentou. A SAS integrava a Star Alliance, mas agora vai aderir à aliança fundada pela Air France-KLM, a SkyTeam.
Por cá, o Governo ainda não anunciou quando irá retomar o processo de privatização da TAP que, além da Air France-KLM, também tem como interessados a IAG e a Lufthansa.
TAP comemora 75 anos do seu primeiro voo para a ilha de São Tomé
A TAP Air Portugal comemora esta quarta-feira, dia 21 de agosto, 75 anos do seu primeiro voo para a ilha de São Tomé.
A companhia indicou que para celebrar a data, os passageiros foram recebidos em festa, tanto nas portas de embarque do Aeroporto Humberto Delgado, como no Aeroporto Internacional de São Tomé.
Em Lisboa, os passageiros receberam bolos de chocolate proveniente de São Tomé e um postal com a imagem do primeiro voo com o número TP522.
O voo inaugural, em 1949, foi pilotado pelo Comandante Canelhas, num DC-3 Dakota, de matrícula CS-TDE, que foi um dos primeiros aviões da Companhia.

A mesma aeronave operava também a famosa Linha Aérea Imperial, que ligava Lisboa a Angola e Moçambique e transportava 28 passageiros, numa travessia com 12 escalas e que durava 15 dias.
Setenta e cinco anos depois do primeiro voo, a TAP faz agora a ligação TP1527 entre Lisboa e São Tomé, cinco vezes por semana, com um moderno A321LRneo com 168 lugares, 16 dos quais em classe executiva, com assentos que podem ser totalmente convertidos em cama.
Cada lugar dispõe de um ecrã de 16″, que oferece uma variedade de mais de 120 filmes, 170 álbuns de música e mais de 230 horas de séries televisivas.
Desvalorização do setor ameaça encaixe na venda da TAP
Companhias de aviação desvalorizam 24% desde abril e colocam pressão sobre a avaliação da TAP, mas interesse dos maiores "players" europeus pode puxar pelo preço.
As companhias aéreas europeias perderam perto de um quarto do valor nos últimos quatro meses, com o aumento dos custos e a travagem do crescimento a penalizarem as perspetivas para o setor. A desvalorização, se não for revertida, pode baixar o encaixe do Estado na privatização da TAP. Há, no entanto, outros fatores que podem puxar pelo preço, como a forte concorrência esperada na corrida à aquisição da companhia portuguesa. Depois de frustrada a aquisição da Air Europa, o grupo IAG vai focar-se na TAP. A Lufthansa garante ao ECO que mantém o interesse, mesmo depois de ter fechado a aquisição de 41% da ITA.
“Durante o verão, o ambiente global para o preço dos bilhetes enfraqueceu. Isto aconteceu numa altura em que os encargos laborais, as taxas aeroportuárias e os custos de manutenção continuaram a aumentar. O impacto foi uma redução da expectativa para os resultados, o que levou a que o valor das companhias europeias tenha caído cerca de 20% desde maio”, afirma ao ECO Dudley Shanley, head of research da irlandesa Goodbody. “Isto sugere que a avaliação da TAP estará sob alguma pressão”, acrescenta.
“As avaliações para as companhias aéreas estão muito baixas, com um rácio entre o valor bolsista e os lucros em torno de cinco vezes e de cerca de 3 vezes face ao EBITDA”, assinala também Stephen Furlong, analista sénior da Davy Capital Markets. Com a economia europeia quase estagnada e as taxas de juro a pesarem no bolso dos consumidores, o verão não está a correr como esperado. As margens estão a encolher e companhias como a Ryanair ou a Lufthansa já vieram rever em baixa as perspetivas para o terceiro trimestre, o mais forte para o setor, com reflexo na bolsa. O índice Stoxx Europe Airlines desvaloriza 24% desde o máximo do ano em abril.
Para Neil Glynn, diretor da empresa de research independente Air Control Tower, “chegar a acordo para um preço de venda para a TAP pode ser difícil”. Um dos fatores que aponta é também que “as avaliações da indústria estão deprimidas a nível global, conferindo aos potenciais compradores menos poder de fogo para justificar o preço de aquisição”.
Caso este cenário não se altere, maximizar o encaixe da venda da TAP poderá ser uma tarefa mais difícil do que há alguns meses. O processo foi travado com o chumbo do Presidente da República ao decreto de reprivatização e a demissão do Executivo de António Costa, em novembro de 2023. O atual Governo vai avançar com a operação, mas não tem pressa. O presidente da companhia aérea, Luís Rodrigues, afirmou em julho que “o ministro [das Infraestruturas e Habitação] já tornou público que em setembro haveria novidades”. Miguel Pinto Luz disse que o processo está numa “fase de recato, de reavaliações, de definição de modelos” e será relançado em “momento oportuno”.
Compra de 41% da ITA não esmorece interesse da Lufthansa na TAP
Há, no entanto, outros fatores que podem puxar pelo preço. “Já só existe um pequeno número de oportunidades de consolidação no setor na Europa e a TAP tem um interesse particular dada a sua posição no aeroporto de Lisboa. Isso irá sustentar a avaliação”, considera Dudley Shanley, da Goodbody.
O verão foi intenso, com a Lufthansa a receber luz verde da Comissão Europeia para adquirir 41% da ITA Airways, por 325 milhões de euros, e o grupo IAG a desistir da compra de 80% da Air Europa, por 400 milhões de euros, perante os pesados remédios impostos por Bruxelas.
Apesar do sucesso na aquisição da companhia italiana (a transação será concluída até ao final do ano), a vontade do grupo alemão em avaliar a compra da TAP não diminuiu. “Em geral, o Grupo Lufthansa procura sempre ter um papel ativo na consolidação do mercado. É por isso que a venda de uma participação na TAP é interessante para nós”, afirma ao ECO fonte oficial. “O Grupo Lufthansa e a TAP complementar-se-iam muito bem, especialmente com a rede de rotas da TAP de e para a América do Sul”, acrescenta.
A Air France – KLM, que está no processo de adquirir 19,9% da SAS, também não esconde o seu interesse na reprivatização. Na apresentação das contas do segundo trimestre, o CEO, Benjamin Smith, rejeitou que a quebra nos resultados e o “ambiente cada vez mais difícil para a aviação” diminuam o interesse da companhia aérea franco-neerlandesa na venda da TAP. “Do ponto de vista estratégico é interessante para nós“, reiterou.
Ainda assim, para Neil Glynn, o facto de os dois grupos estarem já envolvidos em processos de consolidação pode reduzir o apetite pela transportadora portuguesa. “A Air France – KLM e a Lufthansa adquiriram recentemente capital da ITA e SAS, respetivamente, e têm um trabalho significativo de reestruturação interna com maior impacto potencial para os resultados financeiros do que comprar a TAP”, considera o diretor da AIR Control Tower.
Stephen Furlong, da Davy Capital Markets, espera que ambas as companhias entrem na corrida. “A Lufthansa gostaria de crescer na América do Sul pelo que de certeza vão fazer uma oferta. A Air France – KLM também o vai fazer, muito provavelmente”, diz.
Frustrada a aquisição da Air Europa, o grupo IAG, dono de companhias como a British Airways e Iberia, deverá agora concentrar os esforços em Portugal, como foi apontado em vários jornais espanhóis. O CEO, Luís Galego, afirmou na apresentação dos resultados aos analistas que o grupo iria “analisar a atratividade da TAP”.
“Depois de desistir da compra da Air Europa, considero que a IAG continua muito interessada na aquisição da TAP. O grupo IAG espera poder usar a TAP para recriar em Madrid e Lisboa o modelo de hub dual que já tem em Londres e Dublin, com a aquisição da Aer Lingus”, aponta Dudley Shanley, da Goodbody.
Para Neil Glynn, o grupo IAG é, dos três, o mais bem posicionado para vencer a reprivatização. “A saúde financeira de cada empresa, os requisitos de reestruturação/transformação e os projetos de fusões e aquisições em curso sugerem que o IAG pode estar financeira e organizacionalmente melhor posicionado para adquirir a TAP, integrá-la com sucesso no grupo e posicionar a TAP para aumentar a capacidade e a rentabilidade”, afirma.
O diretor da Air Control Tower também desvaloriza os receios em Portugal sobre o impacto negativo que a aquisição pela dona da Iberia poderia ter no aeroporto de Lisboa. “O IAG teve sucesso na sua oferta para adquirir a Aer Lingus, apesar das relações históricas entre o Reino Unido e a Irlanda, e a Aer Lingus prosperou sob a propriedade do IAG”.
Quem também aposta numa vitória do IAG é o CEO da Ryanair. Para Michael O’Leary, o grupo com sede no Reino Unido é o mais bem posicionado para vencer a reprivatização, como afirmou em julho numa conferência de imprensa realizada em Lisboa.
Primeiro A321XLR da American Airlines
O Spotter Tobias Gudat capturou através da sua objetiva o primeiro Airbus A321XLR para a American Airlines.
O futuro N470AN com o número de série MSN11520 foi visto já completamente montado, faltando agora a instalação dos motores e a pintura final.
De recordar que, a American Airlines anunciou a compra de 50 aeronaves Airbus A321XLR.
O contrato de compra inclui a conversão de 30 unidades encomendadas de A321neo para A321XLRs mais um pedido adicional de 20 A321XLR..
A American, com sede em Fort Worth, Texas, é a maior operadora de Airbus do mundo, com 422 aeronaves Airbus.
O A321XLR é o passo evolutivo do A321LR, respondendo assim às necessidades do mercado por ter ainda mais alcance e carga útil, criando mais valor para as companhias aéreas.
A aeronave terá um alcance máximo previsto para cerca de 4.000 milhas náuticas (7.400 km).
Para os passageiros, a nova cabine Airspace do A321XLR proporcionará a melhor experiência de viagem, oferecendo assentos em todas as classes numa aeronave de corredor único.
O Grupo SATA está de parabéns – 83 anos

A mais antiga companhia aérea portuguesa está de parabéns, com a celebração do seu 83º aniversário.
Para marcar simbolicamente a data, as companhias aéreas prepararam ações de cortesia a bordo das ligações operadas durante o dia de celebração e lançaram uma campanha especial online que promete descontos significativos para quem procura viajar nos próximos meses.
Com mais de duzentos voos domésticos e internacionais, por semana, com origem e destino ao Arquipélago, a que se juntam mais de quinhentos voos inter-ilhas dos Açores, por semana, as companhias aéreas SATA Air Açores e Azores Airlines materializaram o sonho que originou sua a fundação.
A Sociedade Açoreana de Estudos Aéreos, Lda. foi constituída a 21 de agosto de 1941, em Ponta Delgada, tendo como sócios José Bensaúde, Augusto d’Athaide Corte Real Soares de Albergaria, Albano de Freitas da Silva Oliveira, Augusto Rebelo Arruda e a Bensaúde e Companhia Lda., representada por António de Medeiros e Almeida.
A sua missão era, tal como hoje, servir os açorianos, quebrar o seu isolamento e encurtar distâncias entre as ilhas e destas para o resto do Mundo. Era este o desígnio de cinco ilustres micaelenses que ousaram abraçar este arrojado projeto, numa altura em que a Europa se encontrava envolvida na Segunda Guerra Mundial.
Para a concretização dos objetivos da Sociedade contribuíram as escalas da Pan American World Airways na Horta, a partir de 1939, nas suas rotas Nova Iorque – Marselha e Nova Iorque – Londres, ambas com escala também em Lisboa. Esta escala da Pan American nos Açores minorou a importância e a necessidade do estabelecimento de ligações diretas entre os Açores e o Continente, e, nessa medida, a Sociedade centrou-se no estudo da viabilidade das ligações internas, procurando ligar a Horta, ponto de amaragem dos hidroaviões da Pan American até 1945, às ilhas de São Miguel e Terceira, deixando para segundo plano o sistema de ligações entre as ilhas e o exterior, mais complexo e exigente do ponto de vista de investimentos e de licenciamento.
O longo período que decorreu entre a constituição da sociedade de estudos aéreos (em 1941) e o início da exploração comercial das rotas inicialmente concessionadas à SATA (em 1947) foi despendido no desenvolvimento de diversas diligências burocráticas, motivando o constante adiamento do início das operações aéreas entre as ilhas dos Açores, apesar de já ter sido concedido pelo Conselho Nacional do Ar, em 1942, uma licença à Sociedade para o tráfego entre as ilhas açorianas.
Em 1947, a Sociedade de Estudos Aéreos alterou a sua designação comercial para Sociedade Açoreana de Transportes Aéreos Lda. (SATA), devido à conclusão dos estudos que deram lugar à constituição da mesma; ao facto de o governo português ter entretanto concessionado à SATA, ainda que a título provisório, as ligações aéreas entre as ilhas de São Miguel, Santa Maria e Terceira; às condições internacionais que, com o fim do conflito mundial, possibilitavam a realização de tal empreendimento; e à cedência, em 1946, da infraestrutura localizada em Santa Maria ao Governo Português para exploração civil.
Os sócios designaram gerente-delegado da SATA o Dr. Augusto Rebelo Arruda, sedearam os escritórios da Empresa na Rua dos Mercadores, 7-11 e adquiriram a sua primeira aeronave, um Beechcraft UC-45B Expeditor.
No 15 de junho de 1947, a SATA realizava o seu primeiro voo, num Beechcraft UC-45B Expeditor (CS-TAA), de nome Açor.
O voo foi realizado entre São Miguel e Santa Maria, tendo aos comandos Marciano Veiga e Ferreira de Almeida.
Inicialmente, o sucesso desta operação não foi o desejado, apesar de, na máxima medida das suas possibilidades, a empresa ter realizado alguns voos extra-horário e fretamentos para satisfazer a procura de lugares verificada no advento da sua atividade comercial.
As ligações eram pouco frequentes e ofereciam um número muito limitado de assentos (apenas seis em cada voo). Apesar de operados em regime regular, os voos estavam sujeitos às contingências da meteorologia, sobretudo em Santana, onde as condições da respetiva operação eram, ainda, agravadas pela falta de ajudas de rádio adequadas.
O campo possuía apenas um radiofarol/NDB(SML), cujo semento de aproximação final-perpendicular à parte montanhosa da Ilha- impunha condições de teto e de visibilidade limitativas dos voos ali realizados. Além disso, avultava o estado deficiente das pistas de aterragem (em terra batida e sem as condições mínimas de operacionalidade), que as tornavam, frequentemente, impraticáveis com tempo chuvoso. E, como corolário de tudo isto, não existia, ainda, a necessária confiança no transporte aéreo.
Com o início das ligações comerciais entre os únicos aeroportos então existentes nas ilhas, estava dado o passo fundamental e decisivo para transformar a SATA num instrumento de mudança, ao serviço dos Açores.
Na realidade, o avião havia de transformar a realidade açoriana, constituindo uma alternativa aos navios da Insulana e dos barcos dos Parece. Santana de Rabo de Peixe transformou-se, com o tempo, numa opção interessante ao Cais da Alfândega. Para isso contribuíram, além do Cte Marciano Veiga, dois outros pilotos dos SAC/DGAC, ainda nos anos quarenta: primeiro o referido Cte Ferreira de Almeida e, depois (como se verá mais tarde), o Cte Manuel Rocha, cuja ação nos anos pioneiros da Linha Aérea Imperial, inaugurada por aquele serviço estatal, foi determinante para firmar a credibilidade da aviação civil portuguesa no panorama internacional.
O transporte aéreo era agora uma possibilidade; porventura mais atrativa, se considerarmos as incontornáveis seis horas de mar que separam Ponta Delgada de Vila do Porto. A possibilidade de rasgar os horizontes limitados da ilha estava agora a escassos 30 minutos de voo, por vezes, também, agitados, mas, mesmo assim, mais suportáveis do que as longas horas passadas no mar.
Sindicato aponta adesão de quase 100% na greve da Easyjet, empresa fala em 58%
A greve de três dias convocada pelo sindicato que representa os tripulantes de cabine da Easyjet termina este sábado.
O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) aponta para uma adesão de quase 100% dos tripulantes de cabine da Easyjet à greve que termina este sábado, mas a companhia aérea fala em cerca de 58%.
Em declarações à Lusa, o presidente da estrutura sindical, Ricardo Penarroias, referiu que houve uma adesão "a rondar os 98%", nos primeiros dois dias, ou seja, quinta-feira e sexta-feira.
"Hoje temos uma adesão a 100%", assegurou o dirigente sindical.
Por outro lado, em informação enviada à Lusa, fonte oficial da transportadora aérea referiu que a estimativa de adesão para os três dias rondava os 58%, apontando para os dois primeiros dias 55%, depois de rever alguns dados face ao que divulgou nos dias anteriores, e, para este sábado, 65%.
O sindicato promete continuar a realizar ações de luta na transportadora.
Ricardo Penarroias considera que "a empresa legitimou a greve" quando antes de a paralisação se iniciar cancelou mais de 200 voos.
"Desde o momento em que fizemos o pré-aviso, [a empresa] nunca se reuniu connosco de uma forma construtiva para chegar a um consenso", lamentou.
O sindicalista considera que, face à adesão nos últimos dias, "cabe à empresa perceber a realidade em Portugal", assegurando que não há hipótese de obter um acordo sem "ir ao encontro das reivindicações" do sindicato.
O SNPVAC convocou três dias de greve para todos os voos realizados pela Easyjet, bem como para os demais serviços a que os tripulantes de cabine estão adstritos, "cujas horas de apresentação ocorram em território nacional com início às 00:01 do dia 15 de agosto e fim às 24:00 do dia 17 de agosto", segundo o pré-aviso entregue no dia 31 de julho.
Assim, um voo que tenha origem fora de Portugal, com destino, por exemplo, a Lisboa e regresso à base de origem não está abrangido pelo pré-aviso de greve.
A Easyjet, por sua vez, disse que planeava operar 62% dos voos programados com origem ou destino em Portugal antes da greve de tripulantes de cabine, o que inclui os não abrangidos pelo pré-aviso de greve.
"Devido a esta ação de greve desnecessária, a Easyjet teve de cancelar alguns voos do seu programa. No entanto, a companhia aérea planeia operar 62% do seu programa de voos em Portugal durante o período da greve", referiu, numa nota enviada à Lusa no dia 13 de agosto.
Questionada pela Lusa, a Easyjet esclareceu que "os 62% referem-se à operação original de voos programados com origem ou destino em Portugal antes da greve", ou seja, "a companhia prevê operar 62% dos voos originalmente programados que tocam em Portugal".
"Entre 15, 16 e 17 de agosto, estávamos a planear 1.138 voos de e para Portugal, mas tivemos de cancelar 232 voos devido à greve. Isto significa que, de e para Portugal, estamos a planear voar 906 voos", disse a transportadora.
A greve foi aprovada em assembleia-geral, com 99% de votos a favor, e o sindicato acusa a empresa de ignorar as várias tentativas de resolução de questões laborais, entre as quais a falta de pessoal e o aumento do número de horas de trabalho.
A companhia adiantou que os clientes dos voos cancelados foram contactados e que terão direito a um reembolso ou à transferência gratuita para um novo voo.
A Easyjet aconselhou ainda os clientes que viajam de e para Portugal no período da greve a verificar o estado dos seus voos.
