O grupo IAG, formado a partir da união da British Airways e da Iberia em 2011, acredita que a proposta que irá apresentar para aquisição de 44,9% da TAP é a que melhor serve o mercado e responde às exigências regulatórias da Comissão Europeia.
Numa entrevista ao jornal espanhol El Pais, publicada neste domingo, o presidente executivo da IAG, Luis Gallego, está convencido dos benefícios da entrada do grupo na companhia aérea portuguesa. “A IAG é a opção com menor ‘overlap’ [dos ‘hubs’] em comparação com a Air France-KLM e a Lufthansa”, defende o CEO. “Connosco, a operação seria mais simples, com uma melhor integração da TAP no que diz respeito à concorrência”, acrescenta Gallego.
Para o responsável, a entrada na TAP é uma circunstância “muito diferente da tentativa de aquisição da Air Europa, que era uma concentração no mesmo ‘hub’ [no aeroporto de Madrid-Barajas] e com uma elevada sobreposição do ponto de vista da concorrência da União Europeia”, circunstância que levou à retirada da proposta no ano passado. “Os hubs portugueses são externos ao de Madrid e, tal como analisado na Europa, a IAG é a opção com menor sobreposição em comparação com a Air France-KLM e a Lufthansa”, sublinha. O responsável lembra, de resto, que a primeira controla a escandinava SAS e a segunda adquiriu a italiana ITA.
Questionado sobre as oportunidades que a TAP acrescenta à Ibéria dada a proximidade de mercados, o presidente executivo da IAG defende que a companhia portuguesa “é interessante pelo seu acesso ao mercado brasileiro, com uma quota de 25% no tráfego entre a Europa e o Brasil. A IAG não tem muita presença lá e, embora pudéssemos articular um plano orgânico para o Brasil, a TAP permitir-nos-ia acelerar.” O responsável indica que a “intenção seria desenvolver a presença em cada destino onde opera e procurar novos mercados para a TAP.”
Quanto aos aeroportos, Gallego acredita que “Lisboa oferece uma posição interessante no Atlântico Norte e em direção a África e à Europa, além de atender um tráfego de curto e médio curso que alimenta o ‘hub’”, referindo também as “oportunidades” que o Porto oferece.
No final de setembro, o Governo apresentou o caderno de encargos para a alienação de 44,9% do capital da companhia aérea nacional, reservando 5% para os trabalhadores. No documento, o Executivo indica valorizar a "apresentação de um projeto estratégico adequado e coerente, com garantias de execução e alocação de recursos, que assegure a preservação e promoção do crescimento da TAP", não esquecendo o fator "preço". Aumento da frota (atualmente limitado devido ao plano de reestruturação da companhia), investimento na manutenção, produção de combustíveis sustentáveis, ligação às regiões autónomas e países de língua oficial portuguesa, bem como a expansão para novos mercados são outro ponto a favor.
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