O CEO da companhia aérea considera que TAP necessitará de aumentar de forma significativa a operação quando existir um novo aeroporto em Lisboa. O que exige um parceiro com músculo.
CEO da TAP, Luís Rodrigues, afirma que a TAP precisa de crescer de forma significativa a sua operação para conseguir defender a sua quota de mercado quando entrar em operação o novo aeroporto de Lisboa. O que implica ter um parceiro que dê maior músculo à empresa, que virá através da privatização.
“Daqui a oito anos vamos ter uma nova infraestrutura. A infraestrutura atual está completamente condicionada, e isso dá-nos uma vantagem significativa dada a posição dominante da TAP”, afirmou o presidente executivo da companhia aérea durante uma conferência sobre o processo de privatização, organizada esta quarta-feira pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).
Para Luís Rodrigues, para manter a vantagem competitiva, a transportadora portuguesa precisa de “juntar à operação 10 ou 20 aviões” à atual frota de 99 aeronaves. O que não será possível se não for uma “companhia frágil”. Se isso não acontecer, haverá “uma perda de capacidade competitiva quando novo aeroporto for construído”.
O CEO da companhia aérea diz que é necessário “ter um parceiro com capacidade para aumentar a capacidade e permitir manter a quota de mercado que [tem] no aeroporto de Lisboa”. Algo que, para o gestor, é essencial para garantir a sustentabilidade financeira da empresa.
Antes de Luís Rodrigues, falou no mesmo evento o presidente do conselho de administração, Carlos Oliveira, que assinalou a importância do interesse da Luftansa e Air France-KLM no processo de venda de 49,9% da TAP, dos quais 5% prioritariamente aos trabalhadores.
“São entidades que são referência no setor e poderão aportar valor para o desenvolvimento futuro da companhia”, salientou o chairman. Carlos Oliveira destacou o esforço dos trabalhadores na recuperação da empresa nos últimos anos, considerando que foi esse esforço que permite ter “dois dos maiores grupos de aviação interessados na companhia”.
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