A Air France-KLM reforçou o interesse do grupo na privatização da TAP, defendendo que um dos três grandes grupos aéreos europeus ficará sem parceiro na Península Ibérica, e admitiu também a possibilidade de adquirir ativos da EasyJet.
“Existem três grupos europeus e dois hubs na Península Ibérica. Um deles vai ficar sem parceiro”, afirmou nesta sexta-feira, dia 12 de junho, o presidente executivo (CEO) do grupo franco-neerlandês, Benjamin Smith, durante o ‘Paris Air Forum’, organizado pelos Aeroportos de Paris (ADP) e pelo jornal económico francês ‘La Tribune’.
A Air France-KLM integra, juntamente com a alemã Lufthansa, o grupo de candidatos selecionados pelo Governo português para a privatização da TAP.
Segundo o responsável, a TAP dispõe, em Lisboa, de uma das duas principais plataformas de ligação aérea entre a Europa e a América Latina a partir da Península Ibérica, a par da plataforma de Madrid, controlada pela Iberia, companhia pertencente ao grupo IAG, que integra também a British Airways, a Vueling e outras transportadoras.
À margem da disputa pela TAP, o CEO revelou que a Air France-KLM poderá estar interessada em adquirir alguns ativos da companhia aérea britânica EasyJet, caso avance uma eventual compra da transportadora pelo fundo norte-americano Castlelake.
O responsável esclareceu, contudo, que o grupo não está envolvido em qualquer oferta pela EasyJet e sublinhou que a Castlelake ainda não formalizou qualquer proposta.
No final de maio, o fundo norte-americano anunciou que estava a avaliar “uma eventual oferta” pela companhia britânica, ressalvando que não existia qualquer garantia de que a operação viesse a concretizar-se, nem sobre o valor de uma eventual proposta.
Smith destacou também a relação da Air France-KLM com a Castlelake, classificando-a como “um excelente parceiro”, numa altura em que os dois grupos estão a concluir a operação que permitirá à transportadora franco-neerlandesa assumir o controlo da companhia aérea escandinava SAS.
Anunciada no Verão passado, a operação prevê o aumento da participação da Air France-KLM na SAS dos atuais 19,9% para 60,5%, através da aquisição da posição detida pelo fundo norte-americano, estando a conclusão prevista para o final do ano.
Questionado sobre informações avançadas pela imprensa relativas a uma eventual mudança de nome do grupo, Smith recusou confirmar a possibilidade de a Air France-KLM passar a designar-se “The Blue Group”.
“Isso não é verdade”, afirmou.
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