De acordo com uma notícia da LUSA, a SATA quer rever acordo de empresa dos tripulantes para “aumentar flexibilidade”
Entre as propostas de revisão está, também, a “possibilidade de conversão” de um tripulante que viaja enquanto passageiro (DHC) em “tripulante operacional”.A proposta da SATA de revisão temporária do acordo de empresa dos tripulantes da Azores Airlines pretende “aumentar a flexibilidade operacional” para tornar a empresa “atrativa”, com alterações às folgas, férias, escalas e trabalho noturno, foi esta quinta-feira revelado.
No documento, a que a agência Lusa teve acesso, a administração da SATA propõe uma “suspensão parcial” de medidas no acordo de empresa a vigorar entre 2026 e 2029, com alterações em “matérias de organização operacional, gestão de tripulações, assistência, trabalho noturno e regime de folgas”, não estando em causa reduções salariais.
“As medidas agora propostas foram identificadas, em processos anteriores de análise da empresa, quer por este conselho [de administração], quer por potenciais compradores, como mecanismos capazes de aumentar a flexibilidade operacional e contribuir para um modelo de negócio mais atrativo e sustentável”, lê-se na proposta.
A administração da SATA pretende promover alterações à escala, como a possibilidade de “reprogramar serviços no dia seguinte devido a atrasos operacionais” e introduzir mudanças em “situações de cancelamento, mudanças de equipamento ou ACMI (aluguer de aeronave com tripulação)”.
Entre as propostas de revisão está, também, a “possibilidade de conversão” de um tripulante que viaja enquanto passageiro (DHC) em “tripulante operacional”.
Ao nível da assistência, a SATA pretende que um tripulante de cabine seja ativado a “partir de hotéis nas bases operacionais Lisboa ou Ponta Delgada”, sendo o regime de reserva limitado a um máximo de 10 dias por mês.
A administração sugere a possibilidade de “prestação de quatro períodos noturnos em sete dias consecutivos”, uma regra que não se aplica aos tripulantes que estejam de reserva na respetiva residência.
No regime de folgas, a proposta estipula que, no primeiro e quarto trimestres, existam dois meses com o “mínimo de 10 folgas” e um mês com o “mínimo de 11 folgas”, enquanto as folgas excedentes de voos de longo curso realizados entre junho e setembro passam a “ser gozadas entre outubro e maio”.
A proposta sugere que o pagamento do subsídio de férias no primeiro trimestre passe a depender do gozo de pelo menos 10 dias úteis consecutivos de férias e estabelece a “clarificação” do serviço de vendas a bordo na composição das equipas.
O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) anunciou na quarta-feira que não pretende negociar com a SATA alterações ao acordo de empresa da Azores Airlines, defendendo estar em causa a estabilidade operacional da companhia.
Uma das pretensões da empresa “era, acima tudo, que houvesse a suspensão de algumas cláusulas do atual acordo da empresa nos próximos três anos. Aquilo que foi decidido pelos tripulantes de cabine é que não há condições para negociar seja o que for”, afirmou à agência Lusa o presidente do SNPVAC, Ricardo Penarroias
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