Mês: Maio 2026
Turbulência provoca dois feridos ligeiros em voo da TAP
Esta quarta-feira, 27 de maio, dois passageiros ficaram feridos na sequência de um episódio de turbulência a bordo de um voo da TAP Air Portugal que ligava Bruxelas a Lisboa.
O incidente ocorreu durante a fase de aproximação ao Aeroporto Humberto Delgado, quando o Airbus A320 com a matrícula CS-TNS, que estava a operar o voo TP643, atravessou uma zona de instabilidade atmosférica inesperada. Segundo fonte da companhia aérea, os dois passageiros sofreram ferimentos ligeiros, tendo recebido assistência médica após a aterragem.
Um dos passageiros sofreu um golpe na cabeça, enquanto o outro apresentou um pequeno corte. Ambos foram posteriormente encaminhados para uma unidade hospitalar da região de Lisboa para avaliação complementar.
Apesar do susto vivido a bordo, o voo aterrou em segurança e sem necessidade de procedimentos de emergência adicionais. A TAP confirmou que a tripulação atuou de acordo com os protocolos previstos para este tipo de situações.
A turbulência continua a ser uma das ocorrências mais frequentes na aviação comercial, sendo geralmente imprevisível. As autoridades e companhias aéreas recomendam que os passageiros mantenham sempre o cinto de segurança colocado enquanto permanecem sentados, mesmo quando o sinal luminoso esteja desligado.
Problemas no controlo de fronteiras e agora greve. Hotelaria pede diálogo que evite paralisação nos aeroportos
A AHRESP alerta para o risco de agravamento da situação devido à greve geral, que se soma aos constrangimentos provocados pelas filas no controlo de fronteiras.
A associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apela ao “diálogo” e à “negociação” para evitar a greve geral de 3 de junho na aviação e aeroportos, que diz trará danos acrescidos para um setor já sob pressão. Defende também a suspensão do novo sistema de controlo de fronteiras até setembro, hipótese já rejeitada pela Comissão Europeia.
“A AHRESP manifesta profunda preocupação com os constrangimentos que se têm acumulado nos aeroportos nacionais e alerta para o risco de agravamento da situação com a greve geral convocada para 3 de junho, que poderá cancelar voos e paralisar serviços aeroportuários, agudizando uma situação que já hoje penaliza o turismo português”, afirma a associação num comunicado divulgado esta terça-feira.
Ainda que o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil se tenha colocado de fora da greve geral, quer a principal estrutura que representa os tripulantes de cabine quer o pessoal de terra vão aderir à paralisação, o que por si só é suficiente para provocar fortes constrangimentos.
A associação que representa a hotelaria e a restauração apela “ao diálogo, à negociação e ao sentido de responsabilidade entre todas as partes envolvidas, de forma a evitar a greve nos serviços ligados à aviação e aos aeroportos, o que, a vir a realizar-se, se traduziria em danos acrescidos para setores que continuam a enfrentar fortes pressões económicas”.
As longas filas e elevados tempos de espera nos aeroportos por causa no novo sistema de controlo de fronteiras (ESS – Entry/Exit System), em particular no de Lisboa, levam ainda a associação a apelar “à suspensão do EES, com caráter de urgência e até ao final de setembro, o que permitiria agilizar o controlo de passageiros e reduzir os tempos de espera nos aeroportos, enquanto não estiverem plenamente asseguradas as condições técnicas, operacionais e humanas necessárias ao normal funcionamento deste sistema”.
No dia 29 será inaugurada no Aeroporto Humberto Delgado uma nova área para o controlo de fronteiras, com a instalação de mais boxes para os elementos da PSP e e-gates (portas eletrónicas).
“Em plena abertura da época alta da atividade turística, os aeroportos nacionais revelam sinais de colapso operacional: longas filas, atrasos no controlo de fronteiras (entrada e saída) e constrangimentos que se repetem dia após dia”, descreve a AHRESP, considerando que o país vive uma “contradição é insustentável”: “investe na promoção internacional, como destino de excelência, mas permite que a primeira experiência do visitante seja uma fila de horas, uma ligação perdida, uma reação negativa nas redes sociais ou uma reserva que não se repete“.
Privatização não tem "qualquer impacto na operação diária" da TAP, mas "risco de não estarmos num grupo é grande"
A privatização da TAP não está a ter impacto no dia a dia da companhia, mas há riscos para a transportadora de não estar inserida num grande grupo de aviação.
“A privatização não é um fim em si mesmo”, mas sem ela a TAP corre riscos. O SNPVAC (Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil) juntou no mesmo evento, que está a decorrer esta quarta-feira para debater a privatização da TAP, Carlos Oliveira, presidente não executivo da TAP, e Luís Rodrigues, o CEO.
Ambos sinalizaram a oportunidade da privatização, afirmando Carlos Oliveira, chairman da TAP, que a privatização não pode, não deve e não está a ter “qualquer impacto na operação diária”, assumindo que se está a tentar “assegurar que temos enfoque em melhorar a operação, desenvolver o que melhor sabemos fazer, que é transportar passageiros, com qualidade de serviço cada vez maior vivendo num ambiente de um aeroporto constrangido e operando todos os dias essas matérias”. Os dois temas são, assim, separados: privatização e operação. “Estamos muito focados, a comissão executiva no dia a dia, numa operação cada vez mais resiliente que resolve e entrega um bom serviço; e o papel do conselho tem uma preocupação grande, a criação de valor de longo prazo da companhia e que seja articulado entre diversos stakeholders”.
Para o chairman, a privatização da TAP não é um fim em si mesmo, mas é uma etapa de “transição” para uma nova fase da companhia. A privatização está a decorrer e o conselho de administração, assumiu, sente-se “bastante confortável” com a decisão de vender que é do acionista, Estado. A administração “tem acompanhado o processo e intervém quando é chamada”.
Privatização é essencial para TAP manter competitividade com novo aeroporto de Lisboa, defende CEO
O CEO da companhia aérea considera que TAP necessitará de aumentar de forma significativa a operação quando existir um novo aeroporto em Lisboa. O que exige um parceiro com músculo.
CEO da TAP, Luís Rodrigues, afirma que a TAP precisa de crescer de forma significativa a sua operação para conseguir defender a sua quota de mercado quando entrar em operação o novo aeroporto de Lisboa. O que implica ter um parceiro que dê maior músculo à empresa, que virá através da privatização.
“Daqui a oito anos vamos ter uma nova infraestrutura. A infraestrutura atual está completamente condicionada, e isso dá-nos uma vantagem significativa dada a posição dominante da TAP”, afirmou o presidente executivo da companhia aérea durante uma conferência sobre o processo de privatização, organizada esta quarta-feira pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).
Para Luís Rodrigues, para manter a vantagem competitiva, a transportadora portuguesa precisa de “juntar à operação 10 ou 20 aviões” à atual frota de 99 aeronaves. O que não será possível se não for uma “companhia frágil”. Se isso não acontecer, haverá “uma perda de capacidade competitiva quando novo aeroporto for construído”.
O CEO da companhia aérea diz que é necessário “ter um parceiro com capacidade para aumentar a capacidade e permitir manter a quota de mercado que [tem] no aeroporto de Lisboa”. Algo que, para o gestor, é essencial para garantir a sustentabilidade financeira da empresa.
Antes de Luís Rodrigues, falou no mesmo evento o presidente do conselho de administração, Carlos Oliveira, que assinalou a importância do interesse da Luftansa e Air France-KLM no processo de venda de 49,9% da TAP, dos quais 5% prioritariamente aos trabalhadores.
“São entidades que são referência no setor e poderão aportar valor para o desenvolvimento futuro da companhia”, salientou o chairman. Carlos Oliveira destacou o esforço dos trabalhadores na recuperação da empresa nos últimos anos, considerando que foi esse esforço que permite ter “dois dos maiores grupos de aviação interessados na companhia”.
Investidor português promete 500 milhões para ficar com Azores Airlines
ALM Investment Holding de António Moreira avança com proposta de 17 milhões de euros por 85% do capital da companhia aérea, prometendo forte investimento após reestruturação da dívida.
O novo processo para a alienação de pelo menos 51% da Azores Airlines, através de venda direta, em vez de concurso público, abriu o apetite de potenciais investidores, logo após o anúncio, em meados de março. Entre eles consta a ALM Investment Holding, sediada no Reino Unido, que é detida por um único acionista, António Moreira.
egundo o Jornal de Negócios (acesso pago), a proposta que o empresário português apresentou às autoridades relevantes foi de 17 milhões de euros por 85% do capital da companhia aérea — à semelhança do valor que tinha sido posto em cima da mesa pelo consórcio Atlantic Connect Group no concurso público –, mas incluindo um compromisso para investir até 500 milhões de euros após haver uma reestruturação da dívida.
ntónio Moreira admite, no entanto, a possibilidade de “reavaliar” a sua oferta depois de conhecer o caderno de encargos e atendendo à crise em que mergulhou a aviação nos últimos dois meses, devido à subida dos preços do jet fuel, desencadeada pelo conflito no Médio Oriente que, aliás, também está “a atrasar os financiamentos”.
O presidente do conselho de administração do Grupo SATA, Tiago Santos, adiantou esta semana que novo processo de venda da Azores Airlines está prestes a arrancar, tendo já “seis a oito interessados”. Entre eles a islandesa Icelandair e a Binter, companhia aérea das Canárias que assegura as obrigações de serviço público entre o Funchal e Porto Santo.
Privatização da Azores Airlines já tem “seis a oito interessados”
Líder do grupo SATA diz que no leque de interessados está a islandesa Icelandair e a Binter, companhia aérea das Canárias que assegura as obrigações de serviço público entre o Funchal e Porto Santo.
O novo processo de venda da Azores Airlines está prestes a arrancar, tendo já “seis a oito interessados”, segundo revela o presidente do conselho de administração do Grupo SATA, Tiago Santos, em declarações reproduzidas pelo Jornal de Negócios
Depois de ter falhado o processo de privatização com o Atlantic Connect Group, que juntava os empresários Tiago Raiano e Carlos Tavares, a companhia, que faz as ligações aéreas para fora da Região Autónoma dos Açores, já está a atrair várias manifestações de interesse, ainda que informalmente. Desta vez, a venda vai ser feita por via direta, estando o caderno de encargos pronto para ser entregue ao Governo Regional na próxima semana.
iago Santos adianta que no leque de interessados está a islandesa Icelandair e também a Binter, companhia aérea das Canárias que assegura as obrigações de serviço público entre o Funchal e Porto Santo desde 2018. O gestor garante ainda que o caderno de encargos da Azores vai ser claro sobre dívida, balanço e trabalhadores.
