Mês: Julho 2026
Sata quer rever acordo empresa dos tripulantes
De acordo com uma notícia da LUSA, a SATA quer rever acordo de empresa dos tripulantes para “aumentar flexibilidade”
Entre as propostas de revisão está, também, a “possibilidade de conversão” de um tripulante que viaja enquanto passageiro (DHC) em “tripulante operacional”.A proposta da SATA de revisão temporária do acordo de empresa dos tripulantes da Azores Airlines pretende “aumentar a flexibilidade operacional” para tornar a empresa “atrativa”, com alterações às folgas, férias, escalas e trabalho noturno, foi esta quinta-feira revelado.
No documento, a que a agência Lusa teve acesso, a administração da SATA propõe uma “suspensão parcial” de medidas no acordo de empresa a vigorar entre 2026 e 2029, com alterações em “matérias de organização operacional, gestão de tripulações, assistência, trabalho noturno e regime de folgas”, não estando em causa reduções salariais.
“As medidas agora propostas foram identificadas, em processos anteriores de análise da empresa, quer por este conselho [de administração], quer por potenciais compradores, como mecanismos capazes de aumentar a flexibilidade operacional e contribuir para um modelo de negócio mais atrativo e sustentável”, lê-se na proposta.
A administração da SATA pretende promover alterações à escala, como a possibilidade de “reprogramar serviços no dia seguinte devido a atrasos operacionais” e introduzir mudanças em “situações de cancelamento, mudanças de equipamento ou ACMI (aluguer de aeronave com tripulação)”.
Entre as propostas de revisão está, também, a “possibilidade de conversão” de um tripulante que viaja enquanto passageiro (DHC) em “tripulante operacional”.
Ao nível da assistência, a SATA pretende que um tripulante de cabine seja ativado a “partir de hotéis nas bases operacionais Lisboa ou Ponta Delgada”, sendo o regime de reserva limitado a um máximo de 10 dias por mês.
A administração sugere a possibilidade de “prestação de quatro períodos noturnos em sete dias consecutivos”, uma regra que não se aplica aos tripulantes que estejam de reserva na respetiva residência.
No regime de folgas, a proposta estipula que, no primeiro e quarto trimestres, existam dois meses com o “mínimo de 10 folgas” e um mês com o “mínimo de 11 folgas”, enquanto as folgas excedentes de voos de longo curso realizados entre junho e setembro passam a “ser gozadas entre outubro e maio”.
A proposta sugere que o pagamento do subsídio de férias no primeiro trimestre passe a depender do gozo de pelo menos 10 dias úteis consecutivos de férias e estabelece a “clarificação” do serviço de vendas a bordo na composição das equipas.
O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) anunciou na quarta-feira que não pretende negociar com a SATA alterações ao acordo de empresa da Azores Airlines, defendendo estar em causa a estabilidade operacional da companhia.
Uma das pretensões da empresa “era, acima tudo, que houvesse a suspensão de algumas cláusulas do atual acordo da empresa nos próximos três anos. Aquilo que foi decidido pelos tripulantes de cabine é que não há condições para negociar seja o que for”, afirmou à agência Lusa o presidente do SNPVAC, Ricardo Penarroias
TAP Air Portugal recebeu novo Airbus A321
Os novos recursos da cabine Airspace incluem: painéis laterais mais finos para espaço pessoal extra na altura dos ombros; melhores vistas através das janelas com as suas molduras redesenhadas e persianas completamente integradas; compartimentos superiores maiores com 60% de mais espaço; as mais recentes tecnologias de iluminação full LED; “área de entrada” iluminada por LED; e novos lavabos com características higiénicas sem toque e superfícies antimicrobianas.
A chegada desta aeronave faz parte do plano de renovação de frota da companhia, com a saída de aeronaves mais antigas “ceo” e a chegada de novas “neo”.
Mario Chaves deixa TAP para assumir novo desafio numa companhia do Azerbaijão
Mário Chaves, diretor responsável pela área operacional da TAP Air Portugal, vai deixar a transportadora nacional durante o mês de agosto para abraçar um novo desafio profissional numa companhia aérea do Azerbaijão, colocando um ponto final numa das mais importantes etapas da recente transformação operacional da empresa. A informação foi avançada pela imprensa económica portuguesa.
Figura de grande relevo na equipa de gestão liderada por Luís Rodrigues, Mário Chaves foi um dos principais responsáveis pela recuperação da fiabilidade operacional da TAP, num período marcado pela implementação do plano de reestruturação e pelo crescimento sustentado da operação. Sob a sua liderança, a companhia registou melhorias significativas em indicadores como a pontualidade, a regularidade dos voos e a eficiência operacional.
Piloto de carreira e profundo conhecedor da operação da companhia, Mário Chaves assumiu a liderança da área operacional em 2023, integrando a nova equipa executiva da TAP. Desde então, foi um dos rostos mais visíveis da gestão operacional, acompanhando o aumento da oferta, a abertura de novas rotas e a resposta a diversos desafios que marcaram o setor da aviação. Ainda este ano representou a companhia na retoma das ligações para Caracas, destacando a importância estratégica daquela rota para a rede da TAP.
A saída de um dos executivos mais influentes da companhia acontece numa fase particularmente relevante para a TAP, que continua a apresentar melhorias operacionais e prepara novos desenvolvimentos relacionados com o processo de privatização.
Até ao momento, nem a TAP nem Mário Chaves divulgaram oficialmente qual será a companhia aérea do Azerbaijão que irá receber o gestor português. Também não foi ainda anunciado quem assumirá de forma permanente a liderança da área operacional da transportadora.
Com esta mudança, a TAP perde um dos responsáveis pela consolidação da sua recuperação operacional, enquanto o setor da aviação internacional ganha um executivo reconhecido pela capacidade de gerir operações complexas e de implementar melhorias num dos períodos mais exigentes da história recente da aviação europeia.
EasyJet recebe proposta do fundo ‘Apollo’
Castlelake passa para segunda opção
A companhia aérea britânica Easyjet recebeu, nas últimas horas, uma nova oferta para a sua compra.
Esta nova oferta, 7,15 libras por ação, “oferece um resultado melhor para os acionistas da easyJet, proporcionando-lhes um valor em dinheiro superior à proposta da Castlelake, de 6,90 libras”.
Assim, a companhia aérea easyJet anunciou esta sexta-feira um “acordo de princípio” para aquisição pelo fundo americano Apollo, que avalia a empresa em 5.700 milhões de libras (6.700 milhões de euros), condições mais vantajosas do que as oferecidas pela Castlelake.
Esta nova oferta, 7,15 libras (8,38 euros) por ação, “oferece um resultado melhor para os acionistas da easyJet, proporcionando-lhes um valor em dinheiro superior à proposta da Castlelake, de 6,90 libras (8,08 euros) por ação”, sublinhou a companhia aérea britânica, acrescentando que já não está disposta a considerar a oferta anterior.
No início da semana, o fundo norte-americano Castlelake tinha chegado a um acordo preliminar para comprar a companhia aérea low-cost britânica, avaliada em cerca de 5.200 milhões de libras (cerca de 6.084 milhões de euros).
Esta era já a quinta oferta de aquisição apresentada pela Castlelake, depois de as anteriores terem sido rejeitadas pela easyJet, sendo que a empresa de investimento detém uma participação de 2,14% na companhia aérea através dos fundos que gere.
Mas próximas semanas, o processo terá de ficar fechado por uma das 2 propostas Americanas.
TAP retoma voos para a Venezuela
Companhia aérea doa transporte de mais de oito toneladas de material médico
A TAP Air Portugal vai retomar, no próximo dia 13 de julho, a sua ligação aérea à Venezuela, após a interrupção da operação motivada pelos recentes sismos que afetaram o país.
Nesta fase, os voos serão realizados para o Aeroporto Internacional Arturo Michelena, em Valencia, permitindo restabelecer gradualmente a ligação aérea entre Portugal e a Venezuela, enquanto decorrem os trabalhos necessários para o regresso à operação regular habitual.
No primeiro voo de retoma da operação, a TAP transportará também cerca de 8,7 toneladas de material médico destinado a apoio humanitário às populações afetadas. Este transporte é realizado em articulação com o Governo português e o Ministério da Saúde, sendo a coordenação da ajuda humanitária portuguesa assegurada pelo Instituto Camões.
A TAP associou-se a este esforço coletivo disponibilizando capacidade de transporte para o envio deste material essencial, contribuindo para a resposta de emergência em curso.
Por razões operacionais, os voos para Valencia efetuam uma escala técnica em Pointe-à-Pitre, em Guadalupe, onde permanecerão as tripulações. Não está prevista a permanência de aeronaves ou tripulações na Venezuela.
A Companhia continua a acompanhar a evolução da situação e está empenhada em retomar, com a maior brevidade possível e em condições de total segurança, a sua operação regular para a Venezuela.
Jul 9, 2026
Grupo Air France-KLM reforça interesse na TAP e admite analisar ativos da EasyJet
A Air France-KLM reforçou o interesse do grupo na privatização da TAP, defendendo que um dos três grandes grupos aéreos europeus ficará sem parceiro na Península Ibérica, e admitiu também a possibilidade de adquirir ativos da EasyJet.
“Existem três grupos europeus e dois hubs na Península Ibérica. Um deles vai ficar sem parceiro”, afirmou nesta sexta-feira, dia 12 de junho, o presidente executivo (CEO) do grupo franco-neerlandês, Benjamin Smith, durante o ‘Paris Air Forum’, organizado pelos Aeroportos de Paris (ADP) e pelo jornal económico francês ‘La Tribune’.
A Air France-KLM integra, juntamente com a alemã Lufthansa, o grupo de candidatos selecionados pelo Governo português para a privatização da TAP.
Segundo o responsável, a TAP dispõe, em Lisboa, de uma das duas principais plataformas de ligação aérea entre a Europa e a América Latina a partir da Península Ibérica, a par da plataforma de Madrid, controlada pela Iberia, companhia pertencente ao grupo IAG, que integra também a British Airways, a Vueling e outras transportadoras.
À margem da disputa pela TAP, o CEO revelou que a Air France-KLM poderá estar interessada em adquirir alguns ativos da companhia aérea britânica EasyJet, caso avance uma eventual compra da transportadora pelo fundo norte-americano Castlelake.
O responsável esclareceu, contudo, que o grupo não está envolvido em qualquer oferta pela EasyJet e sublinhou que a Castlelake ainda não formalizou qualquer proposta.
No final de maio, o fundo norte-americano anunciou que estava a avaliar “uma eventual oferta” pela companhia britânica, ressalvando que não existia qualquer garantia de que a operação viesse a concretizar-se, nem sobre o valor de uma eventual proposta.
Smith destacou também a relação da Air France-KLM com a Castlelake, classificando-a como “um excelente parceiro”, numa altura em que os dois grupos estão a concluir a operação que permitirá à transportadora franco-neerlandesa assumir o controlo da companhia aérea escandinava SAS.
Anunciada no Verão passado, a operação prevê o aumento da participação da Air France-KLM na SAS dos atuais 19,9% para 60,5%, através da aquisição da posição detida pelo fundo norte-americano, estando a conclusão prevista para o final do ano.
Questionado sobre informações avançadas pela imprensa relativas a uma eventual mudança de nome do grupo, Smith recusou confirmar a possibilidade de a Air France-KLM passar a designar-se “The Blue Group”.
“Isso não é verdade”, afirmou.
