Categoria: Notícias PWA
Greve dos tripulantes da EasyJet cancelou 370 voos em cinco dias
Líder do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) apontou 100% de adesão dos tripulantes das bases em Portugal, e "um cancelamento de cerca de 90% dos voos planeados".
A greve dos tripulantes de cabine da Easyjet levou ao cancelamento, em cinco dias, de 370 voos, adiantou o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Ricardo Penarroias.
O líder sindical apontou 100% de adesão dos tripulantes das bases em Portugal, e “um cancelamento de cerca de 90% dos voos planeados”, lembrando que “ainda antes de começar a greve, 343 [voos] foram logo imediatamente cancelados”. Entretanto, a transportadora “teve de cancelar nesses últimos cinco dias mais 30 voos”, destacou, indicando 370 voos cancelados.
“Temos, como é lógico, os serviços mínimos que foram realizados”, indicou ainda, apontando que “todos os outros voos que foram feitos pela parte da empresa ao longo desses cinco dias foram de uma forma ilegal”.
Contactada pela Lusa, fonte oficial da EasyJet reafirmou que “cancelou preventivamente um conjunto de voos em antecipação da greve, de forma a dar aos passageiros mais tempo e previsibilidade para reorganizarem os seus planos de viagem”.
“Durante o período de greve, a EasyJet tinha inicialmente previsto operar 786 voos de e para Portugal”, referiu, indicando que “após estes ajustes preventivos à programação, a companhia planeava operar 442 voos e planeia realizar com sucesso 428”.
Só hoje, “a EasyJet tinha inicialmente previsto operar 154 voos de e para Portugal”, sendo que “após estes ajustes preventivos à programação, a companhia planeava operar 92 voos e realizou com sucesso 88, tendo cancelado apenas duas rotações, correspondentes a quatro voos”.
PARPÚBLICA CONFIRMA ENTREGA DE PROPOSTAS MELHORADAS DA AIR FRANCE-KLM E LUFTHANSA PELA TAP
A Parpública confirmou esta quarta-feira, 30 de setembro, que recebeu as propostas vinculativas finais e melhoradas da Air France-KLM e da Lufthansa no âmbito do processo de privatização de uma participação de referência na TAP.
Com a entrega das chamadas Best and Final Offers (BAFO), termina a fase de negociações que o Governo português abriu com os dois grupos depois de considerar que as propostas vinculativas inicialmente apresentadas eram globalmente próximas.
A Parpública, entidade responsável pela gestão das participações do Estado, vai agora elaborar um relatório descritivo das melhorias introduzidas nas duas propostas, avaliando o seu mérito final. O documento será posteriormente remetido aos membros do Governo responsáveis pelas áreas das Finanças e dos Transportes Aéreos.
Decisão prevista para meados de outubro
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, tinha indicado que as propostas finais seriam entregues até 30 de setembro e que o Governo disporia depois de cerca de 15 dias para proceder à avaliação.
Desta forma, a decisão sobre o candidato selecionado deverá ser conhecida até meados de outubro, seguindo-se ainda várias etapas formais antes da conclusão da operação.
O processo prevê a venda direta de referência de até 44,9% do capital da TAP, estando outros 5% reservados preferencialmente aos trabalhadores. Caso essa participação não seja totalmente subscrita, a parcela remanescente poderá ser adquirida pelo investidor selecionado, nos termos previstos no processo de privatização.
Preço não será o único critério
A avaliação das propostas não se limita ao valor financeiro oferecido pelas duas companhias.
De acordo com o Governo, serão considerados diversos elementos previstos no caderno de encargos, incluindo o projeto industrial e estratégico para a TAP, o desenvolvimento da rede de rotas, o investimento previsto, a evolução da frota, a manutenção, os combustíveis sustentáveis e o cumprimento dos compromissos laborais.
O desenvolvimento do hub de Lisboa constitui igualmente um dos elementos centrais do processo, numa altura em que a TAP continua a desempenhar um papel relevante na conectividade entre Portugal, a Europa, o Brasil e outros mercados internacionais.
Air France-KLM e Lufthansa continuam na corrida
A Air France-KLM e a Lufthansa são os dois únicos candidatos que permanecem no processo de privatização da TAP.
A Air France-KLM tem defendido que a TAP se enquadra na sua estratégia de operação com vários hubs. O presidente executivo do grupo, Benjamin Smith, afirmou anteriormente que o objetivo passa por reforçar as operações em Lisboa e desenvolver a conectividade a partir de outras cidades portuguesas, incluindo o Porto.
A Lufthansa, por sua vez, tem apresentado como prioridades o crescimento da TAP no mercado brasileiro, a expansão do hub de Lisboa e o reforço da operação no Porto. O grupo alemão também está a desenvolver em Portugal um investimento da Lufthansa Technik no Lusopark, em Santa Maria da Feira, destinado à manutenção e reparação de componentes aeronáuticos.
Processo ainda terá várias etapas
A escolha do candidato pelo Governo não significará ainda a conclusão imediata da privatização.
Depois da seleção, deverá existir uma fase de negociação final com o candidato escolhido, seguindo-se a aprovação dos instrumentos contratuais pelo Conselho de Ministros. Entre esses documentos estarão o contrato de compra e venda das ações e o acordo parassocial.
A operação terá ainda de obter as autorizações regulatórias necessárias, incluindo a aprovação das autoridades europeias da concorrência. A conclusão efetiva da entrada do novo acionista dependerá, por isso, do cumprimento destas etapas.
Com a entrega das propostas melhoradas, a privatização da TAP entra agora numa das suas fases mais decisivas. Air France-KLM e Lufthansa apresentaram as suas últimas propostas no atual processo, cabendo agora à Parpública concluir a avaliação e ao Governo tomar a decisão sobre o futuro parceiro estratégico da companhia aérea portuguesa.
SATA recebe cinco propostas não vinculativas pela Azores Airlines
O grupo tinha convidado seis dos interessados a apresentarem as propostas não vinculativas no âmbito da privatização da Azores Airlines, depois de terem sido entregues oito manifestações de interesse até 6 de setembro.
O grupo SATA recebeu cinco propostas não vinculativas de entidades interessadas no processo de privatização da Azores Airlines, anunciou a empresa esta terça-feira em comunicado, depois de o prazo para o efeito ter terminado na segunda-feira.
“A SATA Holding informa que recebeu cinco propostas não vinculativas no âmbito do processo de privatização da SATA Internacional – Azores Airlines. O prazo para a apresentação das propostas não vinculativas terminou no dia 21 de setembro”, refere a SATA em comunicado.
O grupo SATA tinha convidado seis dos interessados a apresentarem propostas não vinculativas no âmbito da privatização, depois de terem sido entregues oito manifestações de interesse até 6 de setembro. A privatização está a ser feita por negociação direta, após a primeira tentativa por concurso público ter falhado, e deverá estar concluída até ao final do ano, de acordo com o que está estabelecido com a Comissão Europeia
Na próxima etapa, as propostas recebidas serão "objeto de análise e avaliação, nos termos definidos no Caderno de Encargos do processo", acrescenta a empresa. “Concluída esta fase, serão selecionadas as entidades que serão convidadas a apresentar propostas vinculativas, prosseguindo-se as etapas subsequentes previstas para a concretização da operação”, lê-se no comunicado.
Powerbank incendeia-se a bordo de Boeing 777 da KLM obriga a regresso a Amesterdão
Um Boeing 777-300ER da KLM, com a matrícula PH-BVP, foi obrigado a regressar ao Aeroporto de Amesterdão-Schiphol depois de uma powerbank se ter incendiado a bordo durante o voo para Curaçau.
O incidente ocorreu no voo KL735, entre Amesterdão e Willemstad, quando a aeronave se encontrava sobre o Atlântico, cerca de cinco horas e meia após a descolagem.
Segundo os relatos divulgados por meios de comunicação neerlandeses, uma powerbank terá começado a arder na cabine, na classe executiva. A tripulação conseguiu extinguir rapidamente o incêndio e, perante a situação, a tripulação de voo decidiu interromper a viagem e regressar a Schiphol.
O Boeing 777 aterrou novamente em Amesterdão por volta das 20h40, onde os passageiros foram desembarcados. Relatos posteriores indicam que uma pessoa sofreu ferimentos ligeiros durante o incidente.
A imprensa neerlandesa avançou ainda que a powerbank pertenceria a Camiel Eurlings, antigo CEO da KLM. A companhia aérea não confirmou a identidade do proprietário do dispositivo, invocando questões de privacidade.
O incidente volta a destacar os riscos associados às baterias de iões de lítio, nomeadamente quando apresentam falhas e entram em fuga térmica, podendo provocar incêndios difíceis de controlar a bordo de uma aeronave.
A KLM já proíbe a utilização e o carregamento de power banks durante o voo. A companhia permite o transporte destes dispositivos na bagagem de mão, dentro dos limites estabelecidos, mas estes devem permanecer na cabine e não podem ser colocados no compartimento superior.
O voo KL735 transportava 322 passageiros, que tiveram de ser acomodados e posteriormente encaminhados para Curaçau através de uma operação alternativa.
Tripulantes de Cabine da easyJet anunciam greve para início de outubro e véspera do Natal
Os tripulantes de Cabine da easyJet aprovaram o recurso à greve entre os dias 2 e 6 de outubro e de 19 a 23 de dezembro.Os tripulantes reuniram-se numa assembleia-geral de emergência para analisar a situação laboral na companhia e decidir medidas, com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) a ter admitido antes que “todas as hipóteses” estavam em cima da mesa.Durante o período de greve estima-se que sejam afetados cerca de 500 voos programados das bases Porto, Lisboa e Faro.
De referir que para este período serão negociados os serviços mínimos a cumprir. Para o período entre 19 a 23 de dezembro é expectável que o número seja bastante maior, por ser época de Natal onde o número de voos é sempre reforçado pelo aumento da procura.
Recentemente o SNPVAC afirmou que “as condições laborais dos tripulantes da easyJet continuam a deteriorar-se em Portugal”.
“Temos alertado constantemente a easyJet para esta situação que pouco ou nada se tem alterado com impactos muito negativos para os direitos dos tripulantes”, acrescentou.
GOL inaugura esta quarta-feira a sua nova rota entre Lisboa e o Rio de Janeiro
A GOL Linhas Aéreas vai iniciar esta quarta-feira, 16 de setembro, a sua nova rota entre Lisboa e o Rio de Janeiro.
O inicio desta nova rota coicide também com a entrada de um segundo Airbus A330-200 da Wamos na operação. Trata-se do Airbus A330 com a matrícula EC-MAJ que esteve a receber as cores da companhia no Aeroporto de Madrid.
A aeronave está programada para chegar de Madrid a Lisboa pelas 18:50.
A aeronave pode transportar 297 passageiros, 24 na Classe Executiva e 273 na Classe Económica
Mesmo antes da inauguração da nova rota, a companhia anunciou que vai aumentar para cinco as frequências semanais a sua operação entre o Rio de Janeiro/RIOgaleão (GIG) e Lisboa (LIS), com a inclusão de um voo às terças-feiras a partir de 24 de novembro de 2026.
A rota, que será inaugurada a 16 de setembro com quatro frequências semanais, será a primeira ligação da história da companhia entre o Brasil e a Europa, reforçando o plano de expansão internacional da GOL através de novos voos intercontinentais de longo curso, operados com aeronaves de fuselagem larga Airbus A330.
“A inauguração da rota, a 16 de setembro, marca a nossa entrada estratégica na Europa e abre caminho para a expansão da companhia no continente. Com a quinta frequência semanal entre o Rio de Janeiro e Lisboa, precisamente antes da época alta, aumentamos as opções de viagem para clientes de todo o Brasil e reforçamos a conectividade com Portugal, um dos destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros”, afirma Mateus Pongeluppi, vice-presidente Comercial da GOL.
A partir de 24 de novembro de 2026, com a introdução dos voos às terças-feiras na rota sem escalas entre o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (GIG) e o Aeroporto Humberto Delgado (LIS), os passageiros do Rio de Janeiro, bem como clientes de outras regiões do Brasil e do mundo em ligação no RIOgaleão, poderão viajar nos voos diurnos da companhia, que partem da capital fluminense às 09h05 e chegam à capital portuguesa às 21h45.
No sentido inverso, os passageiros de Lisboa e os brasileiros que viajam para o Rio de Janeiro passam a contar também, às terças-feiras, com a opção do voo noturno da GOL, que parte de Lisboa às 23h35 e chega à Cidade Maravilhosa às 06h35 do dia seguinte.
Entre 4 de janeiro e 7 de fevereiro de 2027, durante a época alta no Brasil, os voos com partida do Rio de Janeiro terão saída às 21h35 e chegada a Lisboa às 10h15, às segundas, terças, quartas, sextas e sábados.
No sentido Lisboa–Rio de Janeiro, os voos serão realizados durante o período diurno, com partida às 12h15 e chegada ao Rio de Janeiro às 19h15, às terças, quartas, quintas, sábados e domingos.
A companhia refere que com o objetivo de responder às necessidades de um público exigente que viaja em rotas internacionais de longo curso, a companhia disponibiliza a classe Business INSIGNIA by GOL.
Assente em conceitos como sofisticação, hospitalidade e alta gastronomia, a INSIGNIA by GOL oferece uma experiência premium aos passageiros.


Recolha de dados biométricos a 100% nos aeroportos portugueses a partir de 6 de setembro
A recolha de dados biométricos de passageiros estrangeiros vai passar a ser feita a 100% a partir de 6 de setembro, anunciou nesta quinta-feira, dia 27 de agosto, o primeiro-ministro português durante uma visita ao Aeroporto de Lisboa.
“No próximo dia 6 de setembro vamos ter necessidade de fazer a recolha de 100% dos dados biométricos dos cidadãos de fora da União Europeia e isso vai implicar uma pressão sobre o trabalho acrescida”, disse Luís Montenegro.
O primeiro-ministro visitou nesta quinta-feira o Aeroporto de Lisboa, uma visita acompanhada pela agência ‘Lusa’, na qual estiveram também presentes os ministros da Administração Interna, Luís Neves, das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, e da Economia, Manuel Castro Almeida.
Luís Montenegro disse que a visita teve como objetivo “prevenir e aferir o que está a ser feito” e “para que esse dia corra bem e os dias e as semanas e os meses subsequentes corram também bem”.
“E está tudo a ser feito para que assim seja. Mas vamos ter novamente aqui um impacto do ponto de vista do desafio sobre todo o funcionamento deste sistema que é importante e que nós queremos que esteja, naturalmente, acompanhado e enquadrado naquilo que está a acontecer um pouco por toda a Europa”, afirmou.
O Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES, na sigla em inglês) é um sistema automatizado da União Europeia que substitui o carimbo no passaporte pelo registo digital de dados biométricos (foto e impressões digitais) para cidadãos não pertencentes à União Europeia e está a ser implementado na UE de forma faseada desde outubro de 2025.
Portugal e outros sete países chegaram a pedir à Comissão Europeia que fosse permitido prolongar a suspensão temporária, além de setembro.
Questionado se está previsto algum reforço de meios a partir de 6 de setembro, o primeiro-ministro disse que vai ser feito um “acompanhamento permanente e que depois vai naturalmente desembocar em maior investimento do ponto de vista informático, tecnológico” e que serão “aprimoradas algumas das coisas que já estão a ser feitas”.
“Aproveitando aquilo que o sistema já tem, é possível torná-lo mais eficiente, mais rápido, mais expedito, com algumas alterações de procedimento. Temos que também eventualmente mudar uma ou outra regra dentro do contexto legal”, adiantou.
Sobre o reforço de recursos humanos, disse que “há sempre pressão em muitos sítios” e indicou que “há uma necessidade de investimento no aeroporto do Porto, por exemplo, que já está neste momento a ser projetada e que será desenvolvida muito rapidamente, porque será um daqueles onde a pressão aumentará também nos próximos tempos”.
Sobre as longas filas e tempos de espera nas fronteiras aéreas que se verificaram nos últimos meses, desde a entrada em vigor da recolha de dados biométricos, Luís Montenegro considerou que tem existido “uma evolução francamente positiva, fruto de investimentos tecnológicos, de investimentos em recursos humanos e também de um investimento que é fundamental, a articulação e a coordenação de todos os serviços envolvidos nas várias áreas”.
O primeiro-ministro sublinhou que os tempos de espera são “bem inferiores àqueles que eram há alguns meses”, mas admitiu que ainda existem “alguns desafios pela frente” porque “a zona de pressão não vai acabar”.
Admitindo que “longas filas de espera não são boas para a imagem” de Portugal, o chefe de Governo contrapôs que é preciso acautelar a segurança.
Sobre as declarações do presidente da Confederação do Turismo de Portugal, que lamentou que se tenha deixado cair o Montijo como opção para acolher o futuro aeroporto de Lisboa, o primeiro-ministro considerou que é um assunto extemporâneo e “completamente ultrapassado”.
Governo dos Açores trabalha de "forma séria" na criação do fundo de rotas aéreas
Um grupo de trabalho multidisciplinar criado pelo Governo dos Açores vai avaliar um fundo "mais adequado à realidade açoriana", tendo em conta o setor do turismo e a mobilidade dos residentes.
A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, disse esta terça-feira que o executivo açoriano está a “trabalhar de forma séria, competente e fundamentada” na criação do fundo de rotas aéreas para a região.
“Estamos a trabalhar de forma séria, competente e fundamentada para construir um instrumento eficaz, juridicamente robusto e plenamente compatível com o enquadramento legal europeu. O nosso objetivo é criar um mecanismo que produza resultados concretos, sustentáveis e duradouros para os Açores”, afirma a governante citada numa nota de imprensa.
O Fundo de Desenvolvimento de Rotas Aéreas foi aprovado pelo parlamento regional em maio e publicado em 18 de junho.
Segundo Berta Cabral, o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) está a desenvolver, com “rigor técnico, responsabilidade institucional e visão estratégica”, o processo de criação do fundo de rotas aéreas, sublinhando que se trata de “uma matéria complexa, que exige uma preparação sólida e o cumprimento de diversos requisitos legais e regulamentares” nacionais e europeus.
Na sequência da aprovação do diploma, foi constituído um grupo de trabalho multidisciplinar, liderado pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, e está em curso o processo de análise e definição do modelo “mais adequado à realidade açoriana”.
TAP está entre as companhias aéreas mais baratas da Europa, British Airways entre as mais caras
A TAP Air Portugal é a sétima companhia aérea mais barata da Europa entre as 23 transportadoras analisadas pela AirAdvisor, com uma receita por lugar-quilómetro disponível (RASK) de 6,96 cêntimos de euro em 2025, segundo um estudo divulgado pela plataforma especializada em direitos dos passageiros.
A TAP Air Portugal é a sétima companhia aérea mais barata da Europa entre as 23 transportadoras analisadas pela AirAdvisor, com uma receita por lugar-quilómetro disponível (RASK) de 6,96 cêntimos de euro em 2025, segundo um estudo divulgado pela plataforma especializada em direitos dos passageiros.
A transportadora portuguesa ocupa a 17.ª posição do ranking geral, ficando abaixo de várias companhias aéreas europeias de rede, como a Iberia, a Lufthansa e a Air France. Face a 2024, o RASK da TAP recuou 0,17 cêntimos, de 7,13 para 6,96 cêntimos.
O indicador RASK corresponde à receita anual de passageiros dividida pelos lugares-quilómetro disponíveis e inclui, além da receita dos bilhetes, outras receitas associadas aos passageiros, como taxas de bagagem, seleção de lugares e outros serviços adicionais.
No topo da tabela surge a norueguesa Widerøe, com um RASK de 32 cêntimos de euro por lugar-quilómetro. A AirAdvisor salienta, contudo, que este valor é influenciado pelo perfil da companhia, que opera sobretudo aviões turboélice em rotas domésticas curtas e de baixa densidade no norte da Europa.
Entre as grandes companhias aéreas, a British Airways apresenta o RASK mais elevado, com 8,88 cêntimos, seguida da Air France, com 8,50 cêntimos, e da Lufthansa, com 8,45 cêntimos.
A British Airways foi também a grande companhia que registou a maior subida do indicador, de 8,50 para 8,88 cêntimos. A Air France aumentou o RASK em 0,07 cêntimos, enquanto a Lufthansa registou uma redução de 0,10 cêntimos.
No extremo oposto, a Wizz Air apresenta o RASK mais baixo do conjunto analisado, com 4,33 cêntimos de euro, seguida da easyJet, com 5,21 cêntimos, e da Ryanair, com 5,56 cêntimos.
A Ryanair registou a maior descida entre as companhias analisadas, com o RASK a cair 34%, de 8,43 para 5,56 cêntimos. A Finnair registou também uma redução significativa, de 7,97 para 6,22 cêntimos, enquanto a Iberia passou de 8,24 para 7,08 cêntimos.
A Norwegian Air Shuttle reduziu o indicador de 7,60 para 6,80 cêntimos e a Vueling de 8,24 para 7,49 cêntimos.
De acordo com a análise da AirAdvisor, nove das 14 grandes companhias aéreas europeias consideradas reduziram a receita por lugar-quilómetro no último ano. Entre as cinco transportadoras que aumentaram o indicador, nenhuma registou uma subida superior aos 0,38 cêntimos da British Airways.
Para o CEO da AirAdvisor, Anton Radchenko, a diferença entre as companhias com RASK mais elevado e mais baixo pode representar mais de 52 euros por lugar numa viagem de cerca de 1.150 quilómetros.
“Para os passageiros, a consequência prática é que a escolha da companhia aérea numa rota partilhada se tornou uma das variáveis de custo mais significativas nas viagens aéreas europeias”, afirmou.
Segundo o responsável, a diferença entre as categorias mais caras e mais baratas “mede-se agora em dezenas de cêntimos de euro por quilómetro, e não em frações”.
O estudo analisou os resultados financeiros anuais de 23 companhias aéreas reportados publicamente para 2025. Foram excluídas a LOT Polish Airlines, Volotea e Air Europa, por não existirem dados públicos de RASK de 2025 à data da análise.
A AirAdvisor recorda ainda que os passageiros afetados por atrasos ou cancelamentos podem ter direito a assistência e indemnização ao abrigo da legislação europeia.
Na União Europeia, o Regulamento (CE) n.º 261/2004 prevê, em determinadas circunstâncias, indemnizações entre 250 e 600 euros por atrasos superiores a três horas à chegada ou por cancelamentos, dependendo da distância do voo e das condições aplicáveis.
A plataforma recomenda aos passageiros que, em caso de perturbações, solicitem primeiro à companhia aérea a assistência devida, nomeadamente refeições ou alojamento, e que conservem os comprovativos das despesas e os cartões de embarque.
A AirAdvisor aconselha ainda os passageiros a verificarem as condições antes de aceitarem vouchers de viagem, de forma a não renunciarem inadvertidamente a eventuais direitos a indemnização em dinheiro.
TAP Air Portugal vai voar entre o Porto e a ilha do Sal em Cabo Verde
A TAP Air Portugal anunciou a sua nova rota à partida do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.
A partir de 25 de outubro, a TAP vai ligar a cidade do Porto diretamente à ilha do Sal em Cabo Verde. O Porto passa a contar com mais uma ligação intercontinental da Companhia, que já liga a cidade a Nova Iorque, Boston, Rio de Janeiro, São Paulo, Luanda e cidade da Praia, além de Londres, Paris, Zurique, Genebra, Terceira ou Funchal.
A partir de 25 de outubro, os voos do Porto, operados em A320neo, partem às quintas e domingos, pelas 20:50, com chegada ao Sal às 00:20. No sentido inverso, os voos partem do Sal às sextas e segundas-feiras, às 01:20, com chegada ao Porto às 06:40. Durante o verão IATA (29 de março a 24 de outubro), os voos partem do Porto às quartas e sábados, às 21:05, com chegada ao Aeroporto Internacional Amílcar Cabral à 01:35. No sentido inverso, os voos partem da ilha do Sal às quintas-feiras e domingos, às 02:35, com chegada ao Porto às 06:55.
A TAP recorda que a 1 e a 2 de julho, a companhia inaugurou também, a partir do Porto, voos para a ilha Terceira, nos Açores, e para a cidade da Praia, em Cabo Verde. A TAP oferece mais de 130 voos diretos por semana do Porto para o mundo, incluindo os mais de 20 voos semanais para sete destinos intercontinentais: Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, Boston, Luanda, cidade da Praia e Sal, além de Londres, Paris, Zurique e Genebra. A ligação Porto–Boston deixou de ser sazonal, passando a operar todo o ano.
