Autor: superadmin
Governo dos Açores trabalha de "forma séria" na criação do fundo de rotas aéreas
Um grupo de trabalho multidisciplinar criado pelo Governo dos Açores vai avaliar um fundo "mais adequado à realidade açoriana", tendo em conta o setor do turismo e a mobilidade dos residentes.
A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, disse esta terça-feira que o executivo açoriano está a “trabalhar de forma séria, competente e fundamentada” na criação do fundo de rotas aéreas para a região.
“Estamos a trabalhar de forma séria, competente e fundamentada para construir um instrumento eficaz, juridicamente robusto e plenamente compatível com o enquadramento legal europeu. O nosso objetivo é criar um mecanismo que produza resultados concretos, sustentáveis e duradouros para os Açores”, afirma a governante citada numa nota de imprensa.
O Fundo de Desenvolvimento de Rotas Aéreas foi aprovado pelo parlamento regional em maio e publicado em 18 de junho.
Segundo Berta Cabral, o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) está a desenvolver, com “rigor técnico, responsabilidade institucional e visão estratégica”, o processo de criação do fundo de rotas aéreas, sublinhando que se trata de “uma matéria complexa, que exige uma preparação sólida e o cumprimento de diversos requisitos legais e regulamentares” nacionais e europeus.
Na sequência da aprovação do diploma, foi constituído um grupo de trabalho multidisciplinar, liderado pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, e está em curso o processo de análise e definição do modelo “mais adequado à realidade açoriana”.
TAP está entre as companhias aéreas mais baratas da Europa, British Airways entre as mais caras
A TAP Air Portugal é a sétima companhia aérea mais barata da Europa entre as 23 transportadoras analisadas pela AirAdvisor, com uma receita por lugar-quilómetro disponível (RASK) de 6,96 cêntimos de euro em 2025, segundo um estudo divulgado pela plataforma especializada em direitos dos passageiros.
A TAP Air Portugal é a sétima companhia aérea mais barata da Europa entre as 23 transportadoras analisadas pela AirAdvisor, com uma receita por lugar-quilómetro disponível (RASK) de 6,96 cêntimos de euro em 2025, segundo um estudo divulgado pela plataforma especializada em direitos dos passageiros.
A transportadora portuguesa ocupa a 17.ª posição do ranking geral, ficando abaixo de várias companhias aéreas europeias de rede, como a Iberia, a Lufthansa e a Air France. Face a 2024, o RASK da TAP recuou 0,17 cêntimos, de 7,13 para 6,96 cêntimos.
O indicador RASK corresponde à receita anual de passageiros dividida pelos lugares-quilómetro disponíveis e inclui, além da receita dos bilhetes, outras receitas associadas aos passageiros, como taxas de bagagem, seleção de lugares e outros serviços adicionais.
No topo da tabela surge a norueguesa Widerøe, com um RASK de 32 cêntimos de euro por lugar-quilómetro. A AirAdvisor salienta, contudo, que este valor é influenciado pelo perfil da companhia, que opera sobretudo aviões turboélice em rotas domésticas curtas e de baixa densidade no norte da Europa.
Entre as grandes companhias aéreas, a British Airways apresenta o RASK mais elevado, com 8,88 cêntimos, seguida da Air France, com 8,50 cêntimos, e da Lufthansa, com 8,45 cêntimos.
A British Airways foi também a grande companhia que registou a maior subida do indicador, de 8,50 para 8,88 cêntimos. A Air France aumentou o RASK em 0,07 cêntimos, enquanto a Lufthansa registou uma redução de 0,10 cêntimos.
No extremo oposto, a Wizz Air apresenta o RASK mais baixo do conjunto analisado, com 4,33 cêntimos de euro, seguida da easyJet, com 5,21 cêntimos, e da Ryanair, com 5,56 cêntimos.
A Ryanair registou a maior descida entre as companhias analisadas, com o RASK a cair 34%, de 8,43 para 5,56 cêntimos. A Finnair registou também uma redução significativa, de 7,97 para 6,22 cêntimos, enquanto a Iberia passou de 8,24 para 7,08 cêntimos.
A Norwegian Air Shuttle reduziu o indicador de 7,60 para 6,80 cêntimos e a Vueling de 8,24 para 7,49 cêntimos.
De acordo com a análise da AirAdvisor, nove das 14 grandes companhias aéreas europeias consideradas reduziram a receita por lugar-quilómetro no último ano. Entre as cinco transportadoras que aumentaram o indicador, nenhuma registou uma subida superior aos 0,38 cêntimos da British Airways.
Para o CEO da AirAdvisor, Anton Radchenko, a diferença entre as companhias com RASK mais elevado e mais baixo pode representar mais de 52 euros por lugar numa viagem de cerca de 1.150 quilómetros.
“Para os passageiros, a consequência prática é que a escolha da companhia aérea numa rota partilhada se tornou uma das variáveis de custo mais significativas nas viagens aéreas europeias”, afirmou.
Segundo o responsável, a diferença entre as categorias mais caras e mais baratas “mede-se agora em dezenas de cêntimos de euro por quilómetro, e não em frações”.
O estudo analisou os resultados financeiros anuais de 23 companhias aéreas reportados publicamente para 2025. Foram excluídas a LOT Polish Airlines, Volotea e Air Europa, por não existirem dados públicos de RASK de 2025 à data da análise.
A AirAdvisor recorda ainda que os passageiros afetados por atrasos ou cancelamentos podem ter direito a assistência e indemnização ao abrigo da legislação europeia.
Na União Europeia, o Regulamento (CE) n.º 261/2004 prevê, em determinadas circunstâncias, indemnizações entre 250 e 600 euros por atrasos superiores a três horas à chegada ou por cancelamentos, dependendo da distância do voo e das condições aplicáveis.
A plataforma recomenda aos passageiros que, em caso de perturbações, solicitem primeiro à companhia aérea a assistência devida, nomeadamente refeições ou alojamento, e que conservem os comprovativos das despesas e os cartões de embarque.
A AirAdvisor aconselha ainda os passageiros a verificarem as condições antes de aceitarem vouchers de viagem, de forma a não renunciarem inadvertidamente a eventuais direitos a indemnização em dinheiro.
TAP Air Portugal vai voar entre o Porto e a ilha do Sal em Cabo Verde
A TAP Air Portugal anunciou a sua nova rota à partida do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.
A partir de 25 de outubro, a TAP vai ligar a cidade do Porto diretamente à ilha do Sal em Cabo Verde. O Porto passa a contar com mais uma ligação intercontinental da Companhia, que já liga a cidade a Nova Iorque, Boston, Rio de Janeiro, São Paulo, Luanda e cidade da Praia, além de Londres, Paris, Zurique, Genebra, Terceira ou Funchal.
A partir de 25 de outubro, os voos do Porto, operados em A320neo, partem às quintas e domingos, pelas 20:50, com chegada ao Sal às 00:20. No sentido inverso, os voos partem do Sal às sextas e segundas-feiras, às 01:20, com chegada ao Porto às 06:40. Durante o verão IATA (29 de março a 24 de outubro), os voos partem do Porto às quartas e sábados, às 21:05, com chegada ao Aeroporto Internacional Amílcar Cabral à 01:35. No sentido inverso, os voos partem da ilha do Sal às quintas-feiras e domingos, às 02:35, com chegada ao Porto às 06:55.
A TAP recorda que a 1 e a 2 de julho, a companhia inaugurou também, a partir do Porto, voos para a ilha Terceira, nos Açores, e para a cidade da Praia, em Cabo Verde. A TAP oferece mais de 130 voos diretos por semana do Porto para o mundo, incluindo os mais de 20 voos semanais para sete destinos intercontinentais: Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, Boston, Luanda, cidade da Praia e Sal, além de Londres, Paris, Zurique e Genebra. A ligação Porto–Boston deixou de ser sazonal, passando a operar todo o ano.
A Lufthansa diz que uma eventual integração da TAP irá reforçar a posição do grupo no mercado transatlântico
O presidente executivo (CEO) da Lufthansa afirmou nesta terça-feira, dia 4 de agosto, que uma eventual aquisição da TAP permitirá criar complementaridades com a ITA Airways no sul da Europa e fortalecer a posição do grupo no mercado transatlântico.
As declarações foram feitas por Carsten Spohr durante a apresentação de resultados do grupo ( LINK notícia relacionada ), em resposta a uma pergunta sobre a estratégia da Lufthansa caso seja bem-sucedida no processo de privatização da TAP.
Questionado sobre a forma como pretende compatibilizar a TAP com a ITA Airways, recentemente integrada no grupo alemão, o responsável respondeu que a Lufthansa acredita no potencial da transportadora portuguesa, destacando a posição no mercado transatlântico.
Nos últimos tempos, a Lufthansa tem defendido o crescimento da TAP no mercado brasileiro, a expansão do hub – plataforma giratória de distribuição de voos – de Lisboa e o reforço da operação no Porto.
Desta forma, Carsten Spohr indicou ainda que a integração da TAP e da ITA Airways permitiria reforçar a presença do grupo no Mediterrâneo e no sul da Europa, tirando partido das complementaridades entre as duas companhias.
Na quarta-feira, dia 29 de julho, a Air France-KLM e a Lufthansa entregaram, no último dia do prazo, propostas vinculativas no processo de privatização da TAP, que entram na terceira e última etapa obrigatória.
A Lufthansa atualmente que a entrega de uma proposta vinculativa no processo de privatização da TAP destina-se a “estabelecer uma parceria de longo prazo” entre as empresas, e vai “muito além de um investimento financeiro”.
“Queremos reforçar a companhia aérea nacional portuguesa como parte do Grupo Lufthansa e como a principal companhia aérea para o Atlântico Sul, tendo Lisboa como hub estratégico”, afirmou Carsten Spohr, citado num comunicado.
A parceria, segundo o CEO, permitiria “reforçar a posição de Lisboa como um ‘hub’ atlântico estrategicamente relevante na rede do Grupo Lufthansa”, ampliando a ligação entre a Europa e a América Latina, África e a América do Norte.
“Com a SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines e ITA Airways, demonstramos como a integração europeia no Grupo Lufthansa garante perspetivas de crescimento e desenvolvimento para os nossos mercados e 'hubs' de origem”, acrescentou.
A Lufthansa Technik está também a construir uma unidade industrial no parque empresarial Lusopark, em Santa Maria da Feira, dedicada a peças e manutenção de componentes de aeronaves. O investimento está avaliado em centenas de milhões de euros e deverá criar mais de 700 empregos inovadores até 2027.
De recordar que o grupo Lufthansa exerceu, em junho, a opção de compra de uma participação maioritária na italiana ITA Airways, aumentando a participação de 41% para 90%, por 325 milhões de euros. – LUSA
Apollo avança com compra da EasyJet por 6,6 mil milhões de euros
A Castlelake decidiu não aumentar o valor da sua proposta, que oferecia 6,07 mil milhões de euros pela "low-cost" britânica. A Apollo ganha assim a corrida à compra da EasyJet.
A Apollo Global Management vai comprar a companhia aérea "low-cost" EasyJet por 5,7 mil milhões de libras (cerca de 6,6 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual). O conselho de administração da empresa britânica aceitou a oferta da empresa norte-americana de capital de investimento, que avalia cada ação da EasyJet em 7,15 libras - um valor que fica acima da cotação atual da companhia, que está a negociar nas 6,72 libras.
Esta quinta-feira, a Castlelake - a outra empresa na corrida à compra da EasyJet - decidiu não melhorar a proposta que também tinha apresentado para comprar a "low-cost" britânica. De acordo com um comunicado, a norte-americana disse estar "muito grata pelo diálogo construtivo com o Conselho de Administração e a equipa de gestão da EasyJet", depois de as duas empresas terem assinado um princípio de acordo em que a Castlelake oferecia 5,2 mil milhões de libras (6,07 mil milhões de euros) pela companhia aérea. Face ao valor mais elevado da Apollo, a empresa de investimento decidiu não aumentar a proposta.
SATA AIR AÇORES E IPMA CRIAM GRUPO DE TRABALHO PARA REDUZIR CANCELAMENTOS POR MOTIVOS METEOROLÓGICOS
O Grupo SATA e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) anunciaram que criaram um grupo de trabalho para avaliar soluções que permitam reduzir o impacto das condições meteorológicas na operação aérea interilhas.
As empresas referem que a iniciativa surgiu na sequência dos recentes episódios de nevoeiro intenso e persistente que afetaram vários aeroportos dos Açores, condicionaram a operação aérea e evidenciaram os desafios próprios de uma região arquipelágica, marcada por condições meteorológicas muito variáveis.
O objetivo deste trabalho não é o de reduzir exigência operacional nem flexibilizar critérios de segurança. Pelo contrário, pretende-se garantir que os procedimentos e a informação crítica à decisão operacional estão mais adaptados à singularidade da operação aérea nos Açores, mantendo os parâmetros de segurança como prioridade.
Assim, a partir de Dezembro de 2026, o IPMA passará a emitir o TAF para o Aeródromo do Pico, o que até ao momento não ocorria. A disponibilização de um TAF para o Pico constitui uma medida de elevado valor operacional para a Região Autónoma dos Açores, ao permitir que este aeródromo possa ser considerado como aeroporto alternante, em situações de degradação das condições meteorológicas noutros aeroportos da rede regional.
De referir que o TAF, sigla de Terminal Aerodrome Forecast, é uma previsão meteorológica aeronáutica específica para um aeroporto, utilizada pelas companhias aéreas no planeamento e despacho dos voos. Inclui informação relevante para a aviação, como vento, visibilidade, nebulosidade e fenómenos meteorológicos significativos. Um TAF é uma previsão meteorológica que é efetuada de 6 em 6 horas (00H.06H.12H,18H)
O IPMA disponibiliza informação METAR/TAF para a aviação, incluindo mensagens TAF válidas para os locais de emissão, e existem registos públicos de TAF para aeroportos açorianos como Ponta Delgada, Lajes, Horta, Santa Maria e Flores.
Atualmente, o Aeródromo do Pico, LPPI, não dispõe de emissão regular de TAF.
A implementação deste novo serviço reforça a informação meteorológica disponibilizada à aviação, constituindo uma ferramenta essencial para o planeamento e despacho dos voos, permitindo decisões operacionais mais sustentadas e maior previsibilidade em contexto aeronáutico.
Esta possibilidade é particularmente importante na operação interilhas, realizada com aeronaves de autonomia mais limitada face a aviões de médio curso, como por exemplo, o Airbus A320, o que torna essencial a existência de alternativas regionais próximas e operacionalmente viáveis.
O Aeródromo do Pico apresenta ainda características que podem reforçar o seu papel na rede regional em determinados cenários meteorológicos, designadamente por dispor de sistema de aproximação por instrumentos ILS e por nem sempre ser afetado pelos mesmos fenómenos meteorológicos que condicionam outros aeroportos do
arquipélago.
Com esta medida, a SATA sublinha que pretende contribuir para uma maior previsibilidade da operação, melhorar a capacidade de planeamento dos voos e reduzir cancelamentos associados à indisponibilidade de informação meteorológica aeronáutica específica.
O Grupo SATA e o IPMA continuarão a desenvolver e avaliar soluções técnicas que permitam reforçar a robustez, a regularidade e a segurança da operação aérea na Região Autónoma dos Açores.
Sata quer rever acordo empresa dos tripulantes
De acordo com uma notícia da LUSA, a SATA quer rever acordo de empresa dos tripulantes para “aumentar flexibilidade”
Entre as propostas de revisão está, também, a “possibilidade de conversão” de um tripulante que viaja enquanto passageiro (DHC) em “tripulante operacional”.A proposta da SATA de revisão temporária do acordo de empresa dos tripulantes da Azores Airlines pretende “aumentar a flexibilidade operacional” para tornar a empresa “atrativa”, com alterações às folgas, férias, escalas e trabalho noturno, foi esta quinta-feira revelado.
No documento, a que a agência Lusa teve acesso, a administração da SATA propõe uma “suspensão parcial” de medidas no acordo de empresa a vigorar entre 2026 e 2029, com alterações em “matérias de organização operacional, gestão de tripulações, assistência, trabalho noturno e regime de folgas”, não estando em causa reduções salariais.
“As medidas agora propostas foram identificadas, em processos anteriores de análise da empresa, quer por este conselho [de administração], quer por potenciais compradores, como mecanismos capazes de aumentar a flexibilidade operacional e contribuir para um modelo de negócio mais atrativo e sustentável”, lê-se na proposta.
A administração da SATA pretende promover alterações à escala, como a possibilidade de “reprogramar serviços no dia seguinte devido a atrasos operacionais” e introduzir mudanças em “situações de cancelamento, mudanças de equipamento ou ACMI (aluguer de aeronave com tripulação)”.
Entre as propostas de revisão está, também, a “possibilidade de conversão” de um tripulante que viaja enquanto passageiro (DHC) em “tripulante operacional”.
Ao nível da assistência, a SATA pretende que um tripulante de cabine seja ativado a “partir de hotéis nas bases operacionais Lisboa ou Ponta Delgada”, sendo o regime de reserva limitado a um máximo de 10 dias por mês.
A administração sugere a possibilidade de “prestação de quatro períodos noturnos em sete dias consecutivos”, uma regra que não se aplica aos tripulantes que estejam de reserva na respetiva residência.
No regime de folgas, a proposta estipula que, no primeiro e quarto trimestres, existam dois meses com o “mínimo de 10 folgas” e um mês com o “mínimo de 11 folgas”, enquanto as folgas excedentes de voos de longo curso realizados entre junho e setembro passam a “ser gozadas entre outubro e maio”.
A proposta sugere que o pagamento do subsídio de férias no primeiro trimestre passe a depender do gozo de pelo menos 10 dias úteis consecutivos de férias e estabelece a “clarificação” do serviço de vendas a bordo na composição das equipas.
O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) anunciou na quarta-feira que não pretende negociar com a SATA alterações ao acordo de empresa da Azores Airlines, defendendo estar em causa a estabilidade operacional da companhia.
Uma das pretensões da empresa “era, acima tudo, que houvesse a suspensão de algumas cláusulas do atual acordo da empresa nos próximos três anos. Aquilo que foi decidido pelos tripulantes de cabine é que não há condições para negociar seja o que for”, afirmou à agência Lusa o presidente do SNPVAC, Ricardo Penarroias
TAP Air Portugal recebeu novo Airbus A321
Os novos recursos da cabine Airspace incluem: painéis laterais mais finos para espaço pessoal extra na altura dos ombros; melhores vistas através das janelas com as suas molduras redesenhadas e persianas completamente integradas; compartimentos superiores maiores com 60% de mais espaço; as mais recentes tecnologias de iluminação full LED; “área de entrada” iluminada por LED; e novos lavabos com características higiénicas sem toque e superfícies antimicrobianas.
A chegada desta aeronave faz parte do plano de renovação de frota da companhia, com a saída de aeronaves mais antigas “ceo” e a chegada de novas “neo”.
Mario Chaves deixa TAP para assumir novo desafio numa companhia do Azerbaijão
Mário Chaves, diretor responsável pela área operacional da TAP Air Portugal, vai deixar a transportadora nacional durante o mês de agosto para abraçar um novo desafio profissional numa companhia aérea do Azerbaijão, colocando um ponto final numa das mais importantes etapas da recente transformação operacional da empresa. A informação foi avançada pela imprensa económica portuguesa.
Figura de grande relevo na equipa de gestão liderada por Luís Rodrigues, Mário Chaves foi um dos principais responsáveis pela recuperação da fiabilidade operacional da TAP, num período marcado pela implementação do plano de reestruturação e pelo crescimento sustentado da operação. Sob a sua liderança, a companhia registou melhorias significativas em indicadores como a pontualidade, a regularidade dos voos e a eficiência operacional.
Piloto de carreira e profundo conhecedor da operação da companhia, Mário Chaves assumiu a liderança da área operacional em 2023, integrando a nova equipa executiva da TAP. Desde então, foi um dos rostos mais visíveis da gestão operacional, acompanhando o aumento da oferta, a abertura de novas rotas e a resposta a diversos desafios que marcaram o setor da aviação. Ainda este ano representou a companhia na retoma das ligações para Caracas, destacando a importância estratégica daquela rota para a rede da TAP.
A saída de um dos executivos mais influentes da companhia acontece numa fase particularmente relevante para a TAP, que continua a apresentar melhorias operacionais e prepara novos desenvolvimentos relacionados com o processo de privatização.
Até ao momento, nem a TAP nem Mário Chaves divulgaram oficialmente qual será a companhia aérea do Azerbaijão que irá receber o gestor português. Também não foi ainda anunciado quem assumirá de forma permanente a liderança da área operacional da transportadora.
Com esta mudança, a TAP perde um dos responsáveis pela consolidação da sua recuperação operacional, enquanto o setor da aviação internacional ganha um executivo reconhecido pela capacidade de gerir operações complexas e de implementar melhorias num dos períodos mais exigentes da história recente da aviação europeia.
EasyJet recebe proposta do fundo ‘Apollo’
Castlelake passa para segunda opção
A companhia aérea britânica Easyjet recebeu, nas últimas horas, uma nova oferta para a sua compra.
Esta nova oferta, 7,15 libras por ação, “oferece um resultado melhor para os acionistas da easyJet, proporcionando-lhes um valor em dinheiro superior à proposta da Castlelake, de 6,90 libras”.
Assim, a companhia aérea easyJet anunciou esta sexta-feira um “acordo de princípio” para aquisição pelo fundo americano Apollo, que avalia a empresa em 5.700 milhões de libras (6.700 milhões de euros), condições mais vantajosas do que as oferecidas pela Castlelake.
Esta nova oferta, 7,15 libras (8,38 euros) por ação, “oferece um resultado melhor para os acionistas da easyJet, proporcionando-lhes um valor em dinheiro superior à proposta da Castlelake, de 6,90 libras (8,08 euros) por ação”, sublinhou a companhia aérea britânica, acrescentando que já não está disposta a considerar a oferta anterior.
No início da semana, o fundo norte-americano Castlelake tinha chegado a um acordo preliminar para comprar a companhia aérea low-cost britânica, avaliada em cerca de 5.200 milhões de libras (cerca de 6.084 milhões de euros).
Esta era já a quinta oferta de aquisição apresentada pela Castlelake, depois de as anteriores terem sido rejeitadas pela easyJet, sendo que a empresa de investimento detém uma participação de 2,14% na companhia aérea através dos fundos que gere.
Mas próximas semanas, o processo terá de ficar fechado por uma das 2 propostas Americanas.
